"Everybody needs a King
Everybody needs a Captain
When you hear the fallen angels sing
in your private Armaggedon"
Transatlantic - Duel With The Devil
Part II: Walk Away*
Estava pensando em como o ser humano, ainda que relute, sente necessidade de ter um Deus para dar um norte à sua vida. Explico: enquanto alguns exprimem sua fé buscando a Deus (ou deuses) num sentindo transcendente, outros deusificam as coisas e pessoas à sua volta, tornando-as o rumo em direção ao qual elas seguem.
Alguns elegem uma pessoa. Pode ser o pai, a mãe, um filho. Pode ser o amor de suas vidas. E às vezes, são pessoas que elas nem conhecem. Um artista. Um pensador. Um atleta. Há pessoas que passam a vida inteira com o objetivo de conhecer o ídolo. Fazem loucuras para tanto, se necessário for. Há quem atire em presidente americano pra chamar atenção de atriz de hollywood. Há os que querem virar o ídolo. Se é uma modelo, atriz, dançarina, copiam as roupas (ou a falta delas), o padrão físico, o cabelo. Se é um músico copiam o modo de tocar, de cantar. Se é um filósofo, a cópia se dá, muitas vezes bitoladamente, no campo do pensamento.
Quando é alguém próximo o risco é outro. É o risco do "eu não vivo sem você". Constroem seu mundo em torno da pessoa. Mas pessoas são falhas. E mortais. E elas vêm e vão de nossas vidas. Não se pode construir uma existência em torno de outro alguém.
Há quem endeuse uma idéia. Acreditar numa causa é bom. É necessário, diria mais. Mas se chega ao ponto da pessoa se tornar radical, dogmática e insensível ao mundo ao seu redor, é um problema. Quantas guerras detonadas por idéias? Lembram-se do holocausto? Das Cruzadas? E o que dizer das Jihad? O que falar sobre o fechamento de tantos países pelo comunismo? Mas, vocês dirão, havia interesses materiais. Claro, havia interesses materiais também. E políticos. O que nos leva ao próximo ponto.
Alguns idolatram o dinheiro. Outros o poder. Alguns a aparência. Outros a sabedoria. Tomam-se por ricos, por influentes, por belos, por sábios filósofos. Todos acima do bem e do mal. Intocáveis. Mera ilusão. Precisam alimentar-se como todos. Morrerão, certamente, como todos. Será que são felizes? Ou usam tudo isso pra preencher um tremendo buraco existencial?
Há ainda os hedonistas. Que buscam o prazer como causa última de todas as coisas. Na bebida, no sexo, numa noitada. As opções são muitas, e aumentam a cada dia. Na contramão disso, tem os que cultuam a tristeza. E haja músicas corta-pulsos, angústia e melancolia. De repente, ser feliz virou uma coisa ruim para muitos. O bom mesmo é estar sempre um trapo.
Tem quem idolatre um costume. Um mantra. Uma cor. Uma estátua. Há quem idolatre a falta de ídolos. "Não creio em nada", dizem, "porque esse negócio de fé é para superticiosos". E se agarram a isso com força. E transformam essa idéia no seu deus. Tão apegados a ela que não buscam a mais nada. Não querem saber se é isso mesmo.
Não estou aqui para fazer proselitismo. Longe de mim. Só quero convidá-los, caros leitores, a uma pequena reflexão: quais são os deuses e ídolos perante os quais vocês têm erguido altares? A quem vocês cultuam com reverência?
E que Deus nos abençoe.
* brigada pela dica Rafinha. =**
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Ia esquecendo de convidá-los:
Para ver o cartaz, é só clicar na imagem.
O endereço é Rua Silva Paulet, 1111.
Chegando lá, é só procurar a Luisa, que todo mundo conhece.
Espero por vocês e seus amigos.
Por Lu, em 1:23 PM | follow me, don't follow me:
Cansaço. Em todos os níveis: físico, mental, psicológico. Sim, minhas férias urgem. Aquelas que não tenho há um ano e 8 meses e que, segundo meu orientador "Em julho, ninguém tira".
- Mas professor, é meu aniversário. E tem as férias do Lu também..
- E aumenta o número de TODAS as cirurgias e nós não podemos prescindir de NENHUM de vocês. E ponto final.
Deus meu, renove minhas forças.
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E a frase mais ouvida de sábado pra cá foi: "Luisa, tu tá com cara de menina(véa).". Se soubesse, tinha cortado essa franjinha e feito o outro furo na orelha antes.
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1) - Luisa, vc tem que me entregar uma aula sobre isso, isso e isso até (prazo impossível de cumprir). E se esmere, viu?
- Mas Dr.. eu estou sem computador em casa.
- Pois arrume um.
2) -Luisa, vc tem que arrumar um carro logo pra poder acompanhar mais cirurgias
- Mas Dr...
3) - Luisa, se vc não arrumar uma câmera digital pra começar a fotografar os casos que opera, vou parar de liberar cirurgias pra vc fazer.
- . . . (sem forças de dizer Mas Dr.)
PS: O FARC (Fundo de Amparo à Residente Carente) continua aceitando doações. Uma residente li$a e de$e$perada penhoradamente (isso é literal, viu pessoas?) agradece.
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E hoje um casal de velhinhos me emocionou no ônibus. Ele um senhor de cabelos brancos, mas cheio de vigor e vida. Ela, uma senhora de madeixas loiras cuidadosamente tingidas. Nada de vulgar, muito elegante. E simpática, via-se de longe. Como não havia assentos vazios, levantei-me eu e outra mocinha para que eles sentassem. Ela sentou-se no meu lugar, agradecendo com um sorriso muito bonito e sincero, daqueles que só as velhinhas simpáticas sabem dar. Ele sentou-se logo à frente. E foi aí que eu vi: sentado à frente de sua companheira, o senhor colocou o braço pra trás, pra ir segurando na mão dela durante a viagem. E tão logo o assento ao lado ficou vago, ele a conduziu até ele, passou carinhosamente a mão pelos seus ombros e fitou-a como se fossem namorados adolescentes que estivessem iniciando a descobrir um ao outro.
Fiquei pensando em quantos momentos difíceis. Quantas crises. Em cada fio descolorido. Cada momento de dor, de tristeza, de alegria, de cumplicidade. É, e há quem não acredite no amor...
Por Lu, em 11:17 AM | follow me, don't follow me:
I want to live life, and never be cruel
And I want to live life, and be good to you,
And I want to fly, and never come down,
And live my life, and have friends around
We never change, do we?
No, no.
We never learn, do we?
So I want to live in a wooden house
Making more friends would be easy,
I want to live where the sun comes out.
Coldplay - We never change
"You change like sugar cane"
Says my northern lad
I guess you go too far
When pianos try to be guitars
I feel the west in you
But I feel is falling apart too
Don't say that you don't
And if you could see me now
Said if you could see me now
Girls you've got to know
When it's time to turn the page
When you're only wet
Because of the rain
Tori Amos - Northern Lad
Por Lu, em 2:56 PM | follow me, don't follow me:
Ganhei presentes legais no Dia das Mães. Sim, presentes, assim mesmo no plural. Apesar de ser mãe de uma única, suficiente e adorável criaturinha. Ganhei até mesmo um presente inesperado de um rapazinho a quem eu havia pedido que me gravasse o cd do Coldplay, baixando do Kazaar, sabe? Pois o tal do rapazinho me apareceu com o Parachutes original, embaladinho e tudo mais. Quase morro do coração (e ainda bem que cd não fura, que se furasse... Né, mô?)
Mas nenhum dos presentes, aqueles, no plural, que eu ganhei superam um cartãozinho feito de cartolina, escrito de lápis, desenhado com canetinha e com uma foto da Luiza Brunet na capa. E lá estava escrito assim:
"Mamãe, gosto muito de você. Gostaria que você pudesse ficar comigo todos os dias."
Cai o pano. E a mãe desaba.
O detalhe: segundo meu pequeno rebento, a foto da Luiza Brunet está lá a contra-gosto. O motivo?
-Minha tia que escolheu mamãe, porque a sra. também se chama Luisa. Mas eu não gostei não. Ela é muito feia. A senhora é muito, mas muito, mas muito mais bonita.
Ai, ai. =)
Por Lu, em 1:22 PM | follow me, don't follow me:
Feliz. E sim, você tinha razão: meus pensamentos hoje são todos seus.
Por Lu, em 1:11 PM | follow me, don't follow me:
- Mamãe, mamãe, eu tenho uma notícia. Uma notícia importante, mamãe.
E foi assim que minha última incursão ao mundo de Oneiros foi se dissipando (incursões estas cada vez mais raras e desejadas, só para constar), e eu sendo trazida, como num parto a fórceps, para esta realidade aqui em que nos encontramos. Tentei manter-me lá no outro lado, mas havia um fato que não poderia negar, ainda que tentasse. "Mamãe" era eu.
- Mamãe, olha que eu tenho meu primeiro dente de leite ficando mole, mamãe! E o permanente já está nascendo aqui atrás. Ficou mole assim ó, de repente, quando eu vi, já estava, a senhora acredita? E minha tia falou que eu podia ficar mexendo nele com a língua até ele amolecer mais e aí arrancar com um fio dental, mas eu disse que não, que eu queria que a senhora mesmo tirasse, porque a senhora é dentista e já tirou muitos dentes, e vai tirar o meu, não é mamãe? Também porque eu gosto muito mais da senhora tirando do que de um fio dental...
É, devo reconhecer, ele consegue reunir argumentos fortes em 0.2 segundos. Argumentos que sempre acabam por me fazer pular da cama e atacá-lo numa profusão de beijos e abraços. O ponto é só um: ele é um fofo. Mas não era sobre isso que eu queria falar. Queria mesmo discorrer era sobre peças publicitárias.
Não sei se vocês já viram a de uma conhecida loja de roupas local. Uma guria com um bebezinho nos braços. Algo contra a maternidade adolescente. Louvável, não carece duvidar. A questão é que a referida loja é célebre em produzir outdoors que ultrapassam o libidinoso beirando o promíscuo. E assim é o mundo em que vivemos. Incongruente, cheio de contradições. Minado de hipocrisia por tos os lados. E não vou me deter muito nisso que daria um livro pra falar sobre.
Mas sempre me assusta um pouco ver que logo meu pequeno paciente particular, esse que por nove meses carreguei e por quem fui carinhosamente chutada no ventre, e que hoje anda todo rapazinho pedindo que lhe tire o dente, pois bem, ele vai ser jogado às feras desse mundo. E às vésperas de seu sétimo aniversário, que será no domingo, aliás também dia das mãe segundo o comércio, só posso pedir a Deus que o guarde sempre. Amém.
Por Lu, em 4:00 PM | follow me, don't follow me:
E diz que o ladrão já nasce feito. A ocasião só faz revelar. Original de Machado de Assis (até onde meus dois neurônios exaustos não me enganam).
Por Lu, em 8:40 PM | follow me, don't follow me:
Correria.
Por Lu, em 1:52 PM | follow me, don't follow me:
