Segunda-feira, Janeiro 12, 2009




E por falar em saudade...

Muito já se falou, cantou, escreveu, em prosa e em verso, sobre saudade. Mencionar que é somente na última flor, inculta e bela, natural do Lácio, que reside esta palavra, pela ausência da qual foi amaldiçoada todo o resto da Babel, seria dispensável, posto que é fato notório e conhecido. Se o faço, é para suprir necessidade pessoal e uma certa questão de estilística.

São sete letras para um mundo de interpretações particulares.

Podemos senti-la de um sem número. Temos saudade de pessoas, bichos, lugares, coisas ou momentos. Saudade de sons, toques, sentimentos, sabores, cheiros. Saudade pode ser leve ou lacinante, poética ou simplória, bonita ou desesperadora.

É absolutamente democrática e não discrimina. Dela experimentam miseráveis e abastados, sertanejos e urbanos, de mães de família a junkies, passando por senhores de alvas madeixas e jovens recém-ingressos na puberdade. Não há credo, raça,nacionalidade ou estado civil que a desconheça, ainda que não a chame pelo nome.

Tem quem a sinta para consumo próprio, enquanto outras a denunciam com sofrimento público. Há ainda os que a usam para qualquer devaneio literário.

Saudade pode ser definitiva ou combustível para bons tempos que carregam em si alvíssaras. Para alguns, serve como obsessão e bloqueia como ferrugem os novos passos necessários para a caminhada.

Sempre dói. A saudade. Mesmo que seja um pouco,mesmo que seja dor de revoada de borboletas no estômago querendo subir pro peito. E é essa dor que nos valida como experiência humana.

Quem não tem saudade, é que ainda não viveu.

Por Lu, em 3:33 PM | follow me, don't follow me:



Sexta-feira, Outubro 31, 2008

Checklist

Passagens de ida e volta: ok
Reserva do albergue: ok
Contatos de amigos: ok
Ingresso para "O" show: ok
Biquini de lacinho [2]: ok
Vontade imensa de se divertir: ok

"Estou forte, descobriu certo dia, verão pleno na cidade ao sul para onde mudara, deserta e crestada pelo sol e branca e ardente como uma vila mediterrânea de Theos Angelopoulos. E decidiu: vou viajar. Porque não morri, porque é verão, porque é tarde demais e eu quero ver, rever, transver, milver tudo que não vi e ainda mais do que já vi, como um danado, quero ver feito Pessoa, que também morreu sem encontrar. Maldito e solitário, decidiu ousado: vou viajar."

Caio Fernando Abreu

Ouvindo: Leave e She Just Wants to Be R.E.M.

Por Lu, em 11:33 PM | follow me, don't follow me:



Quinta-feira, Setembro 18, 2008


"Try to realize it's all within yourself, no one else can make you change.. Then someday you'll see we're only very small, and life goes on within you and without you.."



Aí um dia a gente vai e percebe que tudo o que sofreu uma vida inteira pra aprender pode desaparecer assim, num estalar de dedos, dentro daquele buraco horroroso que se forma quando Ei, quem foi que puxou o chão que tava aqui debaixo dos meus pés nesse instante??
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Aí vem o tempo, e parece que aquele montão de coisas que tinham sumido vão devagarzinho retomando seu espaço, opa, peraí, tô chegando, esquece de mim não!
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E você, que nunca acreditou em horóscopos nem em biscoitos chineses, se pega tendo que concordar com a "Sorte de Hoje" de um site de relacionamentos:

"O tempo é o senhor da razão".

Ouvindo: Within you, without you - Beatles

Por Lu, em 11:08 PM | follow me, don't follow me:



Quinta-feira, Março 27, 2008



Sobre anéis e dedos

,e a dor que sentia, por ter seus dedos quebrados, essa lhe sufocava, lhe corroía a alma. Os anéis pareciam de vidro, agora, e estavam partidos também. Ainda que não estivessem, como poderiam fitar como adorno dedos inchados, doídos, onde não poderiam caber mais?
Tentava. Queria ter a força interior de ignorar os machucados, e enfrentar o desafio, qualquer um deles.
Não saberia dizer qual seria o pior. Mas, de si para si, desconfiava que precisaria de mais coragem ainda para desapegar-se dos cacos e cuidar só das próprias feridas, que, usando de muita paciência, salonpas e superbonder, permitir que fosse tentado o conserto.
(Porque abrir mão desses anéis, ainda que de vidro, e quebrados, significava aniquilar um sonho).
Ela jamais admitiria, mas ela precisava de um sonho. E não lhe serviam os de padaria.

"took a long time to stand, took an hour to fall"

Ouvindo: Passing Feeling - Elliott Smith

Por Lu, em 8:08 AM | follow me, don't follow me:



Sábado, Fevereiro 23, 2008



sugestão: leia ouvindo esse belo fado.

"Tânia, não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso, nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar, querida irmã, minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois de uma pessoa perder o respeito de si mesma e o respeito de suas próprias necessidades, depois disso fica- se um pouco um trapo. Eu queria tanto, tanto estar junto de você e conversar, e contar experiências minhas e de outros. Você veria que há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. (…) Para me adaptar ao que era inadaptável (…) tive que cortar meus aguilhões, cortei em mim a força que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. (…) Não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Minha irmãzinha ouça meu conselho, ouça meu pedido: respeite a você, mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você – respeite, sobretudo o que você imagina que é ruim em você – pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – é esse o único meio de viver.


Clarice Lispector - Correspondências

Por Lu, em 9:17 PM | follow me, don't follow me:



Quarta-feira, Janeiro 23, 2008




Talvez não seja a panacéia que irá resolver todos os problemas da humanidade. Mas, no que tange à questão do sofrimento, ajudaria muito se pudéssemos aceitar, sem esmurrar pontas de faca, que algumas experiências simplesmente não nos foram reservadas ter.

Cessariam grandes guerras ou pequenas disputas por poder.

Cessariam roubos, sequestros e crimes de colarinho branco.

Cessaria a inveja, o ciúme, a mesquinhez.

Não se doeria mais por não haver, de fato, amor.

Amor que, pra mim, é um constante e contínuo revezar de papéis daquela música

"A mim não importa ser a sombra
Quando você é a figura
Ser a situação
Quando você é o assunto"

[Eu vi isso num blog ali, e estou copiando, assim mesmo, sem pedir licença.

"teu amor é átono
o meu é tônico.
tu te escondes enquanto eu pulso.
tu te encolhes, bicho do mato, enquanto eu me abro e corro, corro, corro.
tu permaneces sadio, enquanto eu adoeço, eu adoeço, eu adoeci horrores, mas continuo viva.
e, tu, morto, com uma necessidade horrível de que alguém chegue e te avise disso.
o teu sentimento ingrato é só mais uma pequena bomba latente de inércia e silêncio.
o meu é um fogo vivo como fogo, mesmo, e queima."]

Aceitando-se a impossibilidade de viver tais experiências, o sofrimento seria enfim anulado.

Mas, como boa humana que sou, continuo a esmurrar facas. Mesmo que, entre uma e outra, haja tempo para sarar os cortes e voltar a crer que, sim, você pode ser contemplada.

E, por isso, hoje decidi que não quero acabar como aquela senhora do sétimo andar, com quem cruzei há pouco no elevador, plena meia noite, flanela na mão para limpar os respingos de chuva que amiúde caíram sobre seu carro, depósito único e inerte das emoções que ela ainda pode ter.

Como já dizia Guimarães Rosa, infelicidade é questão de prefixo.

Ouvindo: Somedays - Regina Spektor

Por Lu, em 1:50 AM | follow me, don't follow me:



Quarta-feira, Novembro 14, 2007



O diabo é que o tempo não tem a finura de esperar por nada, nem por ninguém. E é próprio dele, também, o hábito nada educado de ir embotando o que outrora era nítido, de ir transformando em banal o que antes causava emoção.

O tempo, o cotidiano, a vida, que passa, passa, passa.

Passou.

Ouvindo: We Looked Like Giants - Death Cab For Cutie

Por Lu, em 12:13 AM | follow me, don't follow me:



Segunda-feira, Agosto 13, 2007

Florianópolis, aí vamos nós.



[é, assim, da noite pro dia. e não, eu não gosto de voar.]

[Post atualizado dia 15/08, direto do Costão Santinho. Odeio voar, mas preciso confessar, está valendo à pena. Que Congresso.]

Por Lu, em 9:00 PM | follow me, don't follow me:



Quinta-feira, Maio 24, 2007

Geyzislane, meu amor!



tchup-tcharao, tchup-tcharao... uauauauauauauau!

o amor, ah, o amor. nada como um churrasquinho a dois. diliça.

descrições detalhadas de como ser totalmente up-to-date, do que se veste ao que se dirige. incluindo acessórios, para ambos.

frases marcantes. 'k7 da calypso que vc me emprestou'. convenhamos, muito mais roots que 'devolva o neruda que você me tomou', né não?

e acasalar, cara, é 'o' verbo. diz aí.

Geyzislaaaaaaaaaaaaaaaaaaneeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Por Lu, em 10:40 PM | follow me, don't follow me:



Sexta-feira, Maio 18, 2007



In-adequada

sim, é verdade.

eu não faço questão de me enquadrar nos padrões para agradar aos outros.

digo isso sobre tudo. não faço questão de ter o corpo sem celulites, o coração sem sentimentos nem a cabeça sem idéias.

prefiro carregar essa pecha de 'inadequada' que me mutilar dia após dia.

tampouco faço questão de ser diferente, não é uma causa comprada ou um estilo perseguido.

luto e defendo apenas o direito de ser eu.

eu, que uso meu cabelo assim, vermelho, mas até hoje não cedi ao desejo de fazer uma tatuagem no pé. que peço minha água com gás e meu halls preto, mas que aprecio um belo churrasco com batatas fritas.

eu, que milito contra o câncer de boca, mas fumo um cigarro de menta ou cravo de vez em quando. que sou durona pra encarar os problemas, mas que me acabo em lágrimas assistindo até sessão da tarde.

eu, que não sou eclética pra música, não sou mesmo, mas que, se eu achar que é música boa, pouco importa se é de uma bandinha remota da finlândia ou um hit superassobiável do U2, desses que tocam na rádio local.

eu, que hoje sou assim, mas amanhã posso ter mudado.

mosaico de tantos pequenos e tão diferentes pedacinhos que ninguém sabe direito como conseguem encaixar.

[às vezes, não conseguem]

Ouvindo: Muzzle - The Smashing Pumpkins

Por Lu, em 4:24 PM | follow me, don't follow me:



Quarta-feira, Maio 09, 2007



O ano era 1997. Era uma sexta feira, 09 de maio, como hoje, por volta das 4 da tarde. Eu estava com medo sim, não nego. E feliz também. Mas nem imaginava que, naquele momento, eu estava ganhando o maior presente que jamais poderia imaginar receber.

Foram meses de chorinho de madrugada, noites passadas em claro, correria pra dar conta da faculdade e não descuidar do papel de mãe. Pediatra, fraldas, mamadeiras, sopinhas, resfriados, brinquedinhos, balbucia, anda, cai, "acode o menino!!", primeiro dia na escolinha, primeira festinha de dia das mães, primeiro contato com os livros..

"Mama, mama, olha, mama: L com I, LI, X com O, XO, LI-XO".

E eu ali, na fila do supermercado me derretendo todinha, que eu nem imaginava do que aquela coisinha de só 4 anos de idade já era capaz.

Por dois anos inteirinhos, depois da formatura, sangrei por dentro ao ter que deixar a minha melhor qualidade aqui em Fortaleza enquanto eu ia pro interior justificar os 4 anos de faculdade e ganhar algum pra terminar de criar o menino.

Veio, então, a época da residência. Eu estava em Fortaleza de novo. Mas isso não significava, necessariamente, que eu estava em casa.

"Mama, a senhora vai sair de novo? A senhora está dormindo pouco, mama, eu fico preocupado..".


7 anos, e ele preocupado com meu sono. Do mesmo modo, nunca me pediu pra comprar coisas que ele imaginava estar além de minhas posses. De mim, até hoje, só me requisitou companheirismo e confiança. E algumas respostas, que ninguém é de ferro.

"Mama, quando eu nasci o médico me tirou da sua barriga, não foi? Mas mama, como foi que eu entrei lá, hein?"

"Mama, o que é 'ética'?"

"Mama, quem mora na Islândia fala o que, hein?"

"Mama, pq Deus é infinito?"


É, desde os tempos mais remotos ele deu pra me chamar por "mama". E me fazer umas perguntas difíceis. E, na mesma medida em que ele vai descobrindo que a mama está longe de ter todas as respostas, eu vou descobrindo o rapazinho sábio e de coração admirável que ele vem se tornando.

"- Mama, eu tenho uma notícia ótima pra te dar: amanhã vai ter uma peça lá na escola sobre os sentimentos, e adivinha quem vai fazer o personagem principal?
- Não sei.. (fazendo cara de bobinha ;) )
- Eu mama! Eu vou fazer o amor!
.
.
.
(Depois da peça)
- E aí, Lu, como foi a peça?
- Legal, mama. O sentimento mais bobo era a Vaidade. Disse que não podia ajudar o amor porque ele poderia sujar o seu barquinho. Essa vaidade é muito boba né mama? Onde é que já se viu ter alguma poeirinha no amor?"

"-Eita, Lu, esse goleiro da Itália é bom né?
-Pudera, né, mama, está com 3 anos que ele se reveza com o Tcheck e o [esqueci o nome do outro agora], no ranking de melhores goleiros do mundo da FIFA."

".. e aí, Lu, o Alaska foi vendido aos EUA por uns 7 milhões de dólares.
-Eita, foi uma pechincha! Saiu mais barato do que quando o Brasil foi comprar o Acre da Bolívia!!"

"-Puxa, o rapazinho está limpando o vidro do carro com tanto gosto.. Pena que eu realmente não tenho nenhum dinheirinho e nenhuma moedinha pra dar pra ele.. =(
-Mama, mama.. eu tenho aquele real que eu encontrei no bolso da minha bermuda, lembra?
-Mas Lu, vc não ia juntar ele pra comprar aquela revista que vc quer? Vc tem certeza que prefere dar o seu real pra ele?
-Claro, mama. É mais importante pra ele do que pra mim."


Gosta de rock. A seleção musical dele no meu Media Player me mata de orgulho. Das professoras, antes de ontem, ouvi o seguinte: "ah, então a senhora é a mãe daquele rapazinho questionador, não é? Olhe, ele não aceita nada que não tenha uma justificativa. A inteligência e a perspicácia dele chamam atenção. E ele é adorável. E também é o defensor dos fracos e dos oprimidos. Não pode ver ninguém que ele ache que está sendo injustiçado, que ele toma logo as dores".

Numa relação em que não se usa máscaras, à medida que ele vai crescendo em estatura e em sabedoria, vai descobrindo que a mama não é infalível, está a anos-luz da perfeição e é cheia de defeitos, contradições e idiossincrasias.

E daí?

E daí o mais importante de tudo:

"Tchau, mama. Eu te amo. Deus te abençoe, viu?"

10 anos. E todos os dias ele vem me acordar com um beijinho e se despede de mim com essas palavras aí de cima. Eu, de minha parte, sigo amando esse rapazinho ainda mais do que quando o beijei pela primeira vez, ainda sujinho de sangue e berrando a plenos pulmões.


Por Lu, em 8:23 AM | follow me, don't follow me:



Terça-feira, Março 13, 2007

Hoje tem post grande? Tem sim, senhor!!!


suppose I kept on singin' love songs just to break my own fall...



* Sim, crianças, eu fui pro show do post aí debaixo. Sim, crianças, foi muuuuuuuuito bom. O rapazinho é simpático, engraçado e até qd ele esquecia uma nota ou um pedaço da letra contornava a situação com uma graça que só vendo. Procurei uns vídeos pelo youtube pra postar aqui mas, como os que achei estavam com a qualidade do áudio baixa, achei que não valia a pena. Anyway, quem perdeu e quer matar a vontade, é só dar uma busca no youtube pelas tags "erlend", "fortaleza", ok?

* Eu tava conversando outro dia pelo msn com uma pessoa ali, quando acabamos no assunto vestimentas. Tudo começou porque houve uma confissão de uso de shorts de tactel ao invés de calções de banho para ir à praia. Aqui pra nós, short de tactel pra chegar na praia, ok. Short de tactel pra sair da praia, ok. Mas tomar banho sem tirar os malditos shorts de tactel??? Francamente, visão dos infernos. Resolvi então, motivada por esse vislumbre do lado mais trash do sobrenatural publicar o meu top ten de coisas que só se deve usar em caso de sua família estar sendo ameaçada de morte por algum terrorista sem senso estético nenhum ou em caso de aposta valendo muito. Muito mesmo. Milhões, no mínimo.

10- Pochetes. Quem diabos inventou aquele troço? Fala sério, não tem jeito de se usar aquilo e ficar ok. Tanto faz se ela estiver pendurada na cintura ou caindo pelo ombro, é sempre aquela coisa breguinha do mesmo jeito.

9- Camisas xadrez. Olha, sinceramente, com raras e honrosas exceções, quase sempre essas famigeradas camisas nos deixam a nítida impressão que a criatura que a enverga: 1- está passando necessidade e, portanto, precisou usar as toalhas de mesa da mãe pra fazer roupa ou 2- ainda não sabe que o Cobain morreu, o Cornell não canta mais no Soundgarden e o Pearl Jam virou banda pop e, portanto, continua no "Grunge Way of Life" ou 3- vive em clima de Caruaru, São João o ano todo. Como ninguém garante que você vá cair no rol de "raras e honrosas exceções", faça um favor a si mesmo e evite estampas xadrez, ok?

8- Bermudas, shorts, saias, enfim, quase tudo com 'franjinhas desfiadas caindo pelas pernas'. Gente, que coisinha mais oitentista. Eu não sei vocês mas, na minha visão do inferno, as pessoas lá são obrigadas a usar esses troços aí. Preciso dizer mais alguma coisa?

7- Saias balonê. Como disse nuns posts abaixo, não sei quem raios teve a infeliz idéia de ressucitá-las. Sim, crianças, porque há coisas que não merecem uma segunda chance, oh. Não merecem *mesmo*.

6- Mocassins. É verdade, Lucy, eu também tenho *pânico* de mocassins. Aqueles com franjinhas então, Jesus.. Só pedindo a Deus que tenha misericórdia e nos poupe dessa visão horrorosa.

5- Coturnos ou meias 7/8 com minissaia. Coturnos aqui nesse nosso clima de linha do Equador, a menos que você faça parte de alguma instituição militar ou seja praticante de hipismo, já é um contrasenso.. Agora, deixar aquele meio palmo de perna aparecendo, sinceramente..

4- Qualquer coisa de "cintura alta". Sabe aqueles shorts horrorosos que a Fernanda Lima tem usado ultimamente? Ou aquelas calças "Santro Peito"? Pois é. São capazes de transformar qualquer "modeloemanequim" numa visão desagradável.

3- Qualquer roupa que não seja do número que a pessoa veste. Te dá agonia ver gente espremida dentro de um jeans que, claramente, é dois números menor do que a pessoa deveria usar? Você também fica com a respiração presa quando vê alguém usando uma camisa tão apertada que parece que os botões vão estourar a qualquer momento? Que dizer então, Deus meu, daqueles que vão na mão contrária e usam aquelas roupas extra-large, com meio palmo de underwear aparecendo a quem interessar possa?

2- Meias arrastão. Ok, ok. Meias arrastão têm licença poética pra ser usadas em festas a fantasia, se você estiver fazendo o look "Madonna" em "Like a Virgin". Somente.

1- Shorts [de tactel ou afins] usados como calção de banho. Estamos na era das sungas boxer, aquelas que são discretas e agradabilíssimas aos olhos. Portanto, apenas uma tentativa desesperada de salvar alguém de um afogamento justifica esse atentado contra a visão alêa. Sim, porque um homem saindo de uma piscina ou do mar ou de um rio ou de um lago ou de qualquer ajuntamento de água com um short molhado, francamente, é uó.


so, won't you help a brother out?


* Carnaval em Guaramiranga. Finalmente. Quer saber o que eu achei? Que quero ir pra lá todos os anos. =)

* Ah, sim, eu agora estou aprendendo Francês. Trés chic. =)

* This is how it works:
you're young until you're not
you love until you don't
you try until you can't
you laugh until you cry
you cry until you laugh
and everyone must breathe
until their dying breath...


* Sei que nunca confessei isso aqui antes, mas, é verdade crianças, eu gosto de jogar joguinhos legais no computador. A vantagem é que eu sempre posso me desculpar dizendo que só jogo por causa do Lu. =D Como sugestão, deixo esse aqui, que é legal, interessante e muuuuuuito fofuxo. Ah, pra trilha sonora, experimente ouvir "Warehouse", do Dave Matthews Band, enquanto joga. ;)

* Ah, sim, e também me rendi às séries de TV americanas. Estou baixando tudo de Greys Anatomy e Dexter [o serial killer, não o nerd infantil metido a cientista do desenho]. Onde? Aqui oh: http://www.islifecorp.com.br/

* Relendo posts antigos deste blog, lembrei-me de como parecia impossível conseguir arrumar um computador que prestasse, um carro qualquer que andasse, uma câmera digital que fotografasse as minhas cirurgias, entre outras coisas. Sabe aquela sensação de ir passando um tracinho no "check list"? Só posso agradecer a Deus por ter cuidado de mim até aqui, e me dado forças pra chegar até esse ponto do caminho. [sim, Ele cuidava de mim quando eu não tinha nada dessas coisas também, e nenhum bem material é necessário pra que Seu cuidado seja percebido...]

* "In case of divorce, be sure to have an estethoscope on hand to periodically check if your heart is still beating."

Pausa para Reflexão
Domingo estava assistindo ao Fantástico com o Lu, quando uma repórter entrevistou uma criança acerca do que ela esperava do futuro. A resposta foi curta: "Acho que vai estar pior, né?".
Luciano, que estava cortando as unhas, nem levantou o olhar. Simplesmente soltou, com uma ponta de indisfarçável ironia [sim, ele ainda nem completou 10 anos mas já é um irônicozinho fino]:

- Claro que vai estar pior, né? Duh.

E eu ali do lado, fiquei com aquela cara de quem descobriu que o filho perdeu a inocência. Sem falar da tristeza, por saber que, não apenas ele tem toda a razão a respeito disso, como não há quase nada que eu possa fazer pra mudar essa realidade.

Dai-me forças, Senhor.


on the radio, you hear "November Rain", that solo's awful long,
but it's a good refrain..


Todas as músicas desse post são da Regina Spektor, que me foi 'apresentada' por uma amiga queridíssima que mora ali numa terra muito verde, e virou meu novo vício saudável.

Por Lu, em 7:59 AM | follow me, don't follow me:



Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007



Eu vou!!! \o/

=D

Depois conto como foi. ;)

Ouvindo: Kings of Convenience - Gold for the price of Silver

Por Lu, em 11:00 PM | follow me, don't follow me:



Sábado, Fevereiro 03, 2007

Aos que reclamaram da ausência de posts, eis que este blog ressurge com um post para o bem da sociedade.

Momento Utilidade Pública



Graças ao nosso sistema imunológico nós conseguimos sobreviver a uma infinidade de ameaças naturais à nossa saúde, como bactérias, vírus, fungos, e otras cositas mas com as quais temos que conviver durante nossa estada aqui na Terra. Fato é, que, como tudo na vida, ter um sistema imunológico tem suas vantagens, quando ele funciona dentro dos padrões, mas pode causar prejuízos, quando ele começa a ficar psicótico, paranóico e enxergar chifre em cabeça de cavalo.
Uma dessas ocasiões são as alergias, quando o sistema que crê em unicórnios passa a produzir anticorpos contra coisas completamente inofensivas, como pólen, crustáceos e até ajudadores em potencial, como certos remédios que, uma vez tomados, podem matar ao invés de curar.
Mas há pior. Quando, além de unicórnios, o sistema imunológico adentra uma zona de delírio digna do filme "Fantasia", ele passa a enxergar o próprio corpo como uma ameaça em potencial e, ao invés de defendê-lo, começa a tentar destruí-lo. São as doenças auto-imunes.
Algumas atingem vários órgãos ao mesmo tempo, como o Lupus Eritematoso Sistêmico, ou órgãos e sistemas específicos, como a Diabetes Melitus tipo I, a Artrite Reumatóide e a Tireoidite de Hashimoto. E aí chegamos no assunto desse Momento Utilidade Pública.
A Tireoidite de Hashimoto é uma doença auto-imune de causa desconhecida. By the way, até onde eu saiba não está esclarecido por que raios o corpo entra nessa onda de se auto-destruir em nenhuma das mais de 30 doenças assim classificadas. Com a evolução da doença, os anticorpos produzidos passam a detonar a tireóide, prejudicando a produção dos homônios tireoidianos, que, por sua vez, servem para regular vários eventos do nosso metabolismo.
Alguns dos sintomas dessa guerra do corpo contra o corpo são sonolência, diminuição da frequencia cardíaca [bradicardia], aumento súbito de peso, alterações de humor sem causa aparente, sudorese reduzida, além de problemas como queda de cabelo e unhas quebradiças, entre outras coisas. No meu caso, descobri quando comecei a ter crises de falta de ar [dispnéia], causadas pelo esforço extremo de um mês de spinning [onde vc trabalha em 80-90% da sua frequencia cardíaca máxima] numa pessoa bradicárdica. Graças a Deus que, depois de passar por dois profissionais que não valorizaram minha dispnéia [Você não tem nada, deve só estar *ansiosa*...], caí nas mãos de uma pneumologista muitíssimo responsável que levantou a suspeita de distúrbio na tireóide. Batata.
Uma vez feito o diagnóstico, não precisa se descabelar. Se não houver cistos ou tumores na tireóide que justifiquem uma cirurgia, o tratamento é feito simplesmente com a reposição do hormônio tireoidiano, que você tomará, provavelmente, for a lifetime. A medicação, com o tempo, fica tão integrada à sua rotina que vc nem estranha mais [meu truque é colocar o despertador pra meia hora mais cedo, deixar um copo dágua na mesa de cabeceira, tomar o remédio e voltar pra dormir mais meia horinha =D].
No meu caso específico, um mês de tratamento com a dose mínima do hormônio foi suficiente pra fazer as coisas se regularizarem. Caso precise de cirurgia, e aí eu falo como uma que já acompanhou algumas cirurgias de tireóide durante a residência, peça a seu médico a indicação de um bom Cirurgião de Cabeça e Pescoço e fique tranquilo, que é uma intervenção simples, rápida e muitíssimo segura.


No mais, é bola pra frente e nada de desanimar, ok? ;)

E aqui se encerra o momento utilidade pública deste blog. Voltemos agora com nossa programação normal. =)

foto: corte histopatológico de uma peça de tireóide acometida por Hashimoto. coloração de HE.
Ouvindo: Soldier Girl - The Polyphonic Spree

Por Lu, em 1:11 AM | follow me, don't follow me:



Domingo, Dezembro 31, 2006


"But if we'd only open our eyes, we'd see the blessings in disguise, that all the rain clouds are fountains, though our troubles seem like mountains, there's gold in them hills, so don't lose heart, give the day a chance to start..."


Último dia do ano.

Como falei no primeiro post deste, continuo alheia aos eventos de calendário, mas não se pode evitar olhar atrás e ver o que mudou e o que permaneceu ao longo dos últimos 365 dias.

2006 foi um ano legal comigo, não posso me queixar dele. Profissionalmente, foi o ano da colheita, como o tenho chamado. Pessoalmente, ano de crescimento em vários aspectos. E, na serenidade e na falta de ansiedade sobre muitas coisas, senti Deus perto como nunca em minha vida.

Perdas, sim, elas ocorreram. Mas sabe.. tenho chegado à conclusão que só se perde aquilo que, verdadeiramente, não nos pertencia. Se é um amor, é que ele não era seu de verdade. Se uma amizade, da mesma forma. E dos bens materiais nem falo nada, que não se pode nutrir apego demasiado por eles mesmo. =)

2007 é só uma data. Apenas um número diferente na folhinha. Nada de mágico ou especial acontecerá nesta meia noite que a diferencie de todas as que se repetirão até o próximo 31 de dezembro.

Ainda assim, espero que esta nova data nos motive a viver cada dia como isso mesmo: mais um "cada dia", mas um "cada dia" que pode fazer a diferença nas nossas vidas, e em que podemos fazer diferença na vida dos outros [e cuidado, porque é uma diferença que pode ser pro bem ou pro mal, viu?].

Mas esse texto já ficou mais piegas do que eu mesmo posso suportar e, portanto, vou fazer minha cara de blasé e mandar pra vcs um outro vídeo, do fantástico Badly Drawn Boy, dica do sempre certeiro Charles Cadé.


Everyday we've got to hold on, 'cause if we hold on, we could find some new energy

Por Lu, em 10:49 AM | follow me, don't follow me:






Lu

Quite a Good Girl

More at home in my Galaxie

I'm just a girl in the world since
17/07/1979

God gave me style and gave me grace

Music is my aeroplane



And I'm a million different
people from one day to the next...

My Punkymood


Sinais de fumaça aqui

Orkut Experience

Personas mui gratas

Clarinha
Sarinha
Aninha
Migous
Meninas Jones
Renato
Raphael
Roriz
Amanda
Milla
Charles
JB
Piui
Gábs em Silenzio
PA
Mond
Raphael Villar
Germano
Luana
Carlos
Miss Brusk
JG
Hernan
L. Rocha
Anderson
Lucy
C.Kohl
JCB


Enjoy yourself

Aumenta o som!!!
Ofício pra lá de bom
Snoopy
Você sabe o que é CTBMF?
Zona de prazer e martírio


Somewhere Over the Rainbow